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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Só que não


Hoje, logo cedo , recebi uma mensagem de uma amiga.
 
Elas estava arrasada pelo final de seu... ‘relacionamento’ ou ‘caso’ - Sei lá, hoje em dia é difícil ‘dar nome aos bois’.

Uma história parecida com tantas outras... Um passeio de montanha Russa!
Primeiro aquela subidinha deliciosa e assustadora cheia de presença e atenções...
Depois aquele ponto que o carrinho para lá no alto e você não tem outra coisa a fazer , a não ser levantar os braços e cair...Se jogar!
Aí os loppings, as curvas, sua vida de cabeça pra baixo...
E finalmente... A desaceleração até o fim.
Já acabou?
É... Todo mundo já passou por isso... É recorrente.

Pensei em escrever um pouco sobre a mentira.
É um assunto fascinante... Mas é muito complexo ... Tem muitas ramificações... E eu não sei ao certo como me posicionar em relação a ela...
Não sei dizer se ela é sempre ruim...
Existe aquela expressão “Só a verdade liberta”...
Ok... Pode ser... Ela liberta da mentira... E o que fazemos com todo o resto? E se a mentira é a melhor coisa que temos?
A troco de que vou declarar uma verdade cruel se não existe a verdade absoluta?
Por exemplo... Chegar para alguém e dizer que ela não tem talento para o canto... Isso é verdade ou a minha opinião? O fato de eu realmente acreditar no que estou dizendo faz da minha declaração uma verdade? A verdade é circunstancial?
Não sei. Não sei. Não sei.
Uma vez escutei, ou li em algum lugar, que mentimos quando esgotamos nosso estoque de verdades... Nossa... Faz sentido! Conheço pessoas que desistiram de tentar falar como se sentiam e optaram por mentir. (Eu... Em diversas ocasiões).
Quem pode culpá-las? Quem pode culpar-me?
Tenho uma outra amiga que consternada se perguntava:

‘Por que ele disse que me adorava, que eu era especial?’.
Ela alegava que ele não precisava de um artifício tão baixo para levá-la para cama:

‘Era só ter me dito que ele me achava incrivelmente gostosa e que sonhava com o dia em que ele passaria horas sentindo o gosto de cada milímetro do meu corpo... Pronto, eu dava!’.
Será?
A declaração direta do exemplo acima é realmente ótima... Muito bem elaborada, mas seria o suficiente?
‘Corpo’, ‘horas’, ‘gosto’... Nós mulheres gostamos também... Mais (muito mais) do que nos atribuem o gosto pelo sexo. Existe para nós a atração física, o desejo de ‘dar’ porque o corpo convida e mais nada...
Mas será que nos permitimos?
Não sei. Tenho dúvidas!
Mas se escutarmos que somos especiais... Pesamos que podemos ter encontrado alguém que nos aprecie de corpo e alma... E assim sendo, alguém especial... E que poderíamos ter algo especial, para transformar uma vida ordinária em uma vida especial... E de repente estamos considerando a possibilidade de aquela pessoa, com aquela mentira deslavada, ser de fato ‘o enviado’... O homem de nossas vidas... E, finalmente, nesse caso, tudo bem ‘dar’ para ele.
Que coisa burra!!! Seria tão mais fácil se aprendêssemos a lidar com nossos desejos de forma isolada de nossos sentimentos...
Não precisamos forçar nossa própria barra e inventar sentimentos em torno de alguém que apreciamos pelo sexo, e só...
É como se escolhêssemos estar na posição de vítima só para não arcar com as conseqüências de nossos atos: “Poxa, pensei que ele me amava... Fui usada...”.
Nãaaaaaaaaaaao!!! Mil vezes não!!!!!!!!!!!!!!!
Como assim, foi usada?
Deu porque quis! E foi legal... E se for só isso, beleza porque pode perfeitamente ter sido só isso para você também!!!
Eu sei que tudo isso têm um peso histórico... Sei lá, talvez até biológico... Mas não somos animais, temos inteligência, raciocínio lógico (na maioria das vezes) e não precisamos nos posicionar sempre como uma das fêmeas do macho...
O que nos move não é o cio, mas o desejo... Nosso sexo não é meramente reprodutor é fonte de prazer...
Seria uma solução, talvez, combinar antes... o cara poderia perguntar como naqueles passeios de jipe pelas Dunas de Genipabu:‘Você quer com emoção ou sem emoção?’ 
...Ou poderíamos colocar na cabeça de uma vez que nem toda emoção é amor!



NOTA:

Só que não!
As redes sociais da internet estão cheias dessa expressão “só que não” ou abreviando “SQN”... Acho engraçado!
Pra quem nunca viu, é uma maneira de contradizer aquilo que você acabou de dizer!
Por exemplo: “Amei o filme Cosmopolis, só que não” ou “Estou me sentindo ótima - #SQN”


Mais ou menos isso!
Escolhi o 'Só que não' como título justamente pela contradição.
As idéias que expus acima são ótimas (acho mesmo)...

Eu penso exatamente assim... Só que não sinto assim!

Mas eu gostaria... E apoio quem sabe ser mulher sem ‘mi mi mi’.
Eu sou mulher com 'mi mi mi'
Tenho pensamentos sensatos derrubados pela intensidade das minhas emoções!

Amo o amor, amo o romance e grandes histórias...

Fico brava... Arrasada...

Não aceito quando a vida me vem com tickets apenas para um passeio de Montanha Russa...
Eu quero o parque de diversões inteiro!
Quero a Disney e o Castelo da Cinderela!


 
Sobre o ticket da Montanha Russa? - Bom, eu pego!
Sempre acho que no meio do passeio, vou conseguir 'burlar as regras' e andar também de carrossel e roda gigante!

É... desejem-me boa sorte! Vou precisar!

Um comentário:

Daniela disse...

Oba!
Que seja doce!!!
Bjs e obrigada pela presença aqui... E pela torcida \0/ \0/ \0/