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terça-feira, 24 de junho de 2014

Não venha


Não venha.
Não aceite meu convite, não venha!

Não venha porque não saberia te dizer onde estive esses meses.

Fui ao inferno...
Minha alma adoeceu meu corpo e o ar que não compartilhávamos mais foi pouco para mim.   
Lágrimas afogaram meus pulmões...
Perfurados e drenados... Estou finalmente seca.
Não há mais secreções suas no meu corpo.

E então?
Depois de morrer por ti, vivo.

Mas como te contar?
Como conceber sua chegada em minha porta sem ter minhas pernas bambas... Sem estar entorpecida de tesão?

Não é mais assim...
Eu não consigo mais... Acabou!

Seu beijo já não é nada...
Seu corpo já não é nada...
E o meu convulsiona sob outros corpos, espasmos tão intensos que você parece nada.

Não venha.

Não saberia olhar seu rosto despretensiosamente, sem buscar nele seu descuidado olhar de promessa.
Não saberia mais sorrir para ti meu sorriso bobo de mulher que sonha como menina.


Não venha porque não há nada, só a saudade do que vivi a despeito do que realmente foi.

Não venha.
Por ti, mais nada.

Só conjecturas:
O que foi? O que foi tudo aquilo que já não é? Que já não sou?


NOTA:
Poeminha tirado lá do fundo... Como a coragem para dizer 'não venha'.
Espero escrever tantas vezes... Vezes suficiente para fazer das palavras o único remédio que preciso para remendar qualquer pedaço da minha alma que desfie.
Depois de sobreviver, tudo que eu quero, Meu Deus, é viver.



2 comentários:

Livia disse...

Amei como sempre. Estava sentindo falta dos seus textos. Bjo

Daniela disse...

Bom estar de volta!!!!!!
Vc nem sabe como fico feliz quando tem comentário!!!!!! Rsrsrs
Beijos mil :-)