Eu não
acredito no amor... Ele mente para mim, mas é inócuo, porque eu simplesmente
não acredito.
Ele me diz coisas lindas, enche minha cabeça de sonhos, meus lábios de sorrisos e meus olhos de lágrimas... Ele se esforça para provar que é real, mas eu não acredito nele.
E como sabe que aprecio, ele fala comigo...
Articulado e eloquente me conta histórias, me envolve nelas e tenta de todas as maneiras me fazer querer o que eu quero...
Eu quero.
Não acredito, mas eu quero.
Ele fica na espreita... Prepara seu bote e se joga sobre mim quando estou distraída assistindo TV...
E corta meus pensamentos com a lembrança de um homem, um nome, um toque, um sorriso, um beijo...
Às vezes, converso com ele e peço... ‘Fica fora disso’.
E ele ri... Ri da minha cara... Puro escárnio... Dá de ombros.
Cínico!
O amor é um cínico... Ele abusa do poder... Do poder que não tem sobre mim.
Tem sim.
Ele me desarma. Ele me deixa frágil, insegura, ansiosa, vulnerável... Faz de mim uma pessoa pior.
E pior eu sou melhor... E ele sabe disso... Que amando eu sou melhor.
Sou?
Ele chacoalha a frágil plataforma em que me sustento... Uma plataforma sobre um mar aberto e revolto... Desestabiliza minha instável estabilidade.
E como uma droga, potencializa tudo... As piadas são mais engraçadas, as comidas mais gostosas, as bebidas mais embriagantes, os orgasmos chegam a ser impensáveis.
O sol brilha mais... Mas a noite é mais escura, a dor mais pulsante, o silêncio mais torturante... E o medo que deveria me proteger apenas me assiste... Observa-me enquanto eu sigo em frente apesar de tudo... Apesar do nada.
Sou menos tremor e mais convulsão...
Sou menos conforme... Sou mais de mim e menos eu.
O amor, maldito seja, me enche de dúvidas...
E me faz questionar a maior certeza que eu tinha... A de que eu não acredito nele.
Não acredito.
Acredito que não acredito.
Acredito que não devo acreditar.
Não acredito que eu acredito...
Sem crédito, acredito.
Credo.
Ele me diz coisas lindas, enche minha cabeça de sonhos, meus lábios de sorrisos e meus olhos de lágrimas... Ele se esforça para provar que é real, mas eu não acredito nele.
E como sabe que aprecio, ele fala comigo...
Articulado e eloquente me conta histórias, me envolve nelas e tenta de todas as maneiras me fazer querer o que eu quero...
Eu quero.
Não acredito, mas eu quero.
Ele fica na espreita... Prepara seu bote e se joga sobre mim quando estou distraída assistindo TV...
E corta meus pensamentos com a lembrança de um homem, um nome, um toque, um sorriso, um beijo...
Às vezes, converso com ele e peço... ‘Fica fora disso’.
E ele ri... Ri da minha cara... Puro escárnio... Dá de ombros.
Cínico!
O amor é um cínico... Ele abusa do poder... Do poder que não tem sobre mim.
Tem sim.
Ele me desarma. Ele me deixa frágil, insegura, ansiosa, vulnerável... Faz de mim uma pessoa pior.
E pior eu sou melhor... E ele sabe disso... Que amando eu sou melhor.
Sou?
Ele chacoalha a frágil plataforma em que me sustento... Uma plataforma sobre um mar aberto e revolto... Desestabiliza minha instável estabilidade.
E como uma droga, potencializa tudo... As piadas são mais engraçadas, as comidas mais gostosas, as bebidas mais embriagantes, os orgasmos chegam a ser impensáveis.
O sol brilha mais... Mas a noite é mais escura, a dor mais pulsante, o silêncio mais torturante... E o medo que deveria me proteger apenas me assiste... Observa-me enquanto eu sigo em frente apesar de tudo... Apesar do nada.
Sou menos tremor e mais convulsão...
Sou menos conforme... Sou mais de mim e menos eu.
O amor, maldito seja, me enche de dúvidas...
E me faz questionar a maior certeza que eu tinha... A de que eu não acredito nele.
Não acredito.
Acredito que não acredito.
Acredito que não devo acreditar.
Não acredito que eu acredito...
Sem crédito, acredito.

2 comentários:
Lindo !!!como sempre !!!
Delícia!!!!!
Adoro quando você adora!!!!
Bjs :-)
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