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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Virtual


Nossa... Lindo.

Mais fotos.

Muito lindo!

Fotos interessantes.

Ele parece interessante.

O que ele, tão assim, faz aqui?

Bem, eu também estou aqui.

Mas eu não sou linda, só fotogênica...

E nem pareço interessante.

Que idiota eu sou.

Enfim... De repente é o mesmo caso... Talvez ele seja só fotogênico.

Talvez eu também pareça mais interessante do que realmente sou.


O que importa tudo isso? 
Não importa!

Sorriso de Monalisa... Contido... Diferente.

Interessante... Quanta coisa interessante.

Gosta das coisas que eu gosto e das coisas que eu gostaria de gostar.

Diferente. Quase estranho. Curiosa... Gosto!


Oi!
Tudo bem?



Nem o conheço e já experimento os pratos que sugeriu, livros que leu, filmes que assistiu... E gosto!

Considero importante a sua opinião... Sobre o que eu penso e como me pareço.

Uma mistura de vaidade, curiosidade, lisonjeio: Meu Deus, ele leu o que escrevi e gostou!

Fico contente com a aprovação.

Mas quem não ficaria?

Além disso... Ele parece tão alto. Curiosa... Gosto!


Gosta de rock? Não imaginei!


Essa coisa de imaginar... De preencher lacunas com informações que eu não tenho me leva a equívocos.

Ah! É só mais um para a minha coleção... Outros cometi quando eu parecia ter todas as informações na mão. 

Tudo bem... Os meus equívocos não se limitam a virtualidade, e daí?

Interesso-me pelo que ele parece saber tão bem. 
Gosto quando ele explica.

Além disso... Ele tem uma mão tão bonita. Curiosa... Gosto!


Está frio por ai? Aqui nem tanto.


E fragmentos de pensamentos e vida aparecem diante dos meus olhos...

Os trechos mais instigantes na resenha de um filme.


Água na boca... Vontade de assistir. Curiosa... Gosto!


Adorei! Obrigada pela indicação!!


E aí, quando me acostumo com a virtualidade, de muitas imagem e poucas palavras...

De consentimentos acionados por um toque na tela...


E com a tranquila sensação de que a pessoa é na verdade um personagem de uma história que se lê, que se acompanha... Surge um novo elemento:

Voz.

Não, não uma voz que eu criei... Minha imaginação não iria tão longe... 

Voz. Voz grave... E isso é grave!

Escutei três vezes antes de conseguir responder. 

Espantada... Encantada... Curiosa... Gosto!



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O virtual me lembra muito o mundo dos meus amigos imaginários quando criança... Mas nenhum deles tinha voz... Muito menos uma voz como essa!

Inquieta... 

Curiosa... 

Cada vez mais curiosa...

Gosto disso... 

Gosto MESMO.



NOTA:
Virtual é uma obra de ficção, qualquer semelhança com pessoas, fatos ou situações da vida real terá sido... mera, mera, mera...
Ah! Corrigindo:
Virtual é uma obra de ficção científica, em um mundo real cada vez mais parecido com uma obra de Aldous Huxley!

É o Admirável Mundo Novo!!! E de alguma forma bem estranha... Eu gosto dele!

Eu sou estranha.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Sobre a minha fé


Eu não sei dizer no que acredito.

Acho que em nada.


Os jornais e noticiários de TV estão aí para colocar a prova o que quer que a gente acredite.

É difícil acreditar em um deus que se omite diante de tanta coisa acontecendo todos os dias.

Mas também é difícil acreditar que não há nada além do que se pode ver.


Talvez eu simplesmente negue aquilo que eu não entendo.

Vergonha... Sou só dúvidas e nenhum posicionamento.

Às vezes acho que é isso... Não há nada!

Mas é um embaraço dizer isso e lembrar as vezes que estive perto da morte em um hospital e resolvi falar com Deus.

É... Falei com Deus. Não só com ele, mas com alguns de seus anjos e santos... Dei uma escapada e falei também com Oxalá, Iemanjá, Buda, Jeová...

Negociei com todos eles mais alguns anos... Mais algum tempo por aqui. Bom, negociei não é a palavra... Eu pedi mesmo, supliquei. Eu não queria simplesmente ‘acabar’, então eu pensei: Deus, com todo respeito, se você existe, me ajuda e me mantêm por aqui... Tenho coisas a fazer... blablablá...
Na primeira ocasião,  ainda adolescente, aleguei que não tinha vivido nada... Nem um beijo na boca eu havia dado.
Na segunda, com meus vinte e poucos, argumentei que eu não tinha me vestido de noiva... Que nem um filho eu teria para deixar no mundo.
E agora na terceira, trinta e muitos anos, ponderei que queria ser amada ainda nessa vida, porque não sei se acredito em outra, blablabla... E que meu filho precisava de mim e do meu amor incondicional porque todo ser humano merece ser amado incondicionalmente como só uma mãe pode fazer.

Tirando essas quase mortes físicas, eu tive minhas quase mortes emocionais também... E nessas horas eu também me ajoelhei.

Eu nunca rezei tanto como no final do ano passado... Na passagem do ano.

Nunca tive tanta fé e tanto desejo sincero no meu coração.

E eu que não acredito em nada, acreditei.

Levei flores para Iemanjá... Fui a uma procissão em sua homenagem. Chorei a seus pés de gesso e em seu mar de sal. Perfumei minha casa com alfazema para que 'ela' estivesse comigo durante essa insanidade que foi emergir de um relacionamento de 14 anos e mergulhar em uma paixão improvável.

Fazia tanto sentido ter a ajuda divina... Seria quase uma reparação para tudo que tinha dado errado até então.

Acreditei, no auge de toda essa loucura, que era enfim a hora:  Aquilo ‘estava guardado para mim’.

Durou cinco meses. Me rendeu muito, mas muito choro que só secou porque em seguida meus pulmões inexplicavelmente se encheram de água e eu tinha que me concentrar em não morrer (mais uma vez).

E como tudo que não é pra ser (quem determina isso?), não foi.

Quando voltei para meu apartamento, após um mês de internação e mais outro na casa e sob os cuidados de meus pais, olhei meu altar de anjos e orixás com mágoa.

Oras, se não o amor que pedi, ao menos a minha saúde.

Os dois processos foram tão doloridos... Perdê-lo (Eu não o tive, foi só um transe) e depois os cateteres, drenos, meus pais enlouquecidos em me ver novamente por um fio e o meu filho se perguntando como seria quando eu não estivesse mais aqui.

Olhei mais uma vez para o altar e me perguntei: Para onde será que vai toda a energia da fé, do desejo sincero e das emoções contidas nas orações não atendidas?

E sonhei, na minha mente cinematográfica, que precisa tanto dar um desfecho às estórias, que deveria haver um lugar onde os sonhos, desejos e pedidos não realizados vão morar...
Ficam lá sentadinhos, conversando... Contando como seriam.

Entendo que nem tudo é pra ser... Mas há desejos tão sinceros e bonitos que merecem um lugar para existir... Nem que seja em uma outra dimensão.

É um alívio pensar que tanto amor, tanta fé e tanto sonho têm um lugar pra viver.

E depois desse dia, não levantei mais os meus olhos em direção ao meu altar... Que por algum motivo não desmontei.

A verdade é que: Se existe um Céu, eu não tenho direito a ele, porque duvido dele a maior parte do tempo.

A verdade é que: Ontem, depois de tanto tempo e de algum vinho, me ajoelhei diante dele e chorei.

Pedi apenas para que o meu filme não acabe... Que eu não morra sem chegar ao climax da minha história... Aquela hora que o ator principal abraça a atriz, que nem é a mocinha (está mais para anti-heroína) e diz que a ama.

Mas quem, além de mim, escutou meu choro?





segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sobre música, solidão e o incômodo livre arbítrio do outro.



Chegaram meus 'novos velhos' CDs dos Beatles!!

Sim, já tenho todas as músicas em um pen drive, em ordem alfabética...
Mas no CD elas estão distribuídas como os 'quatro fabulosos' determinaram (Bom... Provavelmente os dois - John e Paul eram muito mandões... rsrsrs) e faz muito mais sentido... São ainda mais belas...
Fora que adoro o encarte, as fotos, enfim... Coisa de fã!


Apressei-me em tocá-los!

No CD ‘Revolver’, uma das minhas canções preferidas, ‘Eleonor Rigby’ parecia ainda mais perfeita quando escutada antes de ‘Love you to’ e ‘Here, There and Everywhere’.

“Ah, look at all the lonely people...
… All the lonely people, where do they all belong?”


E como uma peça que não se encaixa, meu coração, que esperava ansioso alguém que gosto tanto e que estava prestes a chegar, aplaudia a música que falava de solidão.

De fato a solidão merece uma música como essa. Uma obra prima de sentimentos cortantes e sonoridade impecável. Que talento é esse que algumas pessoas têm para transformar em arte o que quer que se sinta?

Eleanor Rigby é a prova de que a solidão não é de todo mau. Ela pode ser linda e bem tocada e merece ser tão brilhantemente representada, afinal, a solidão é uma condição permanente.

A solidão é inerente, porque o que quer que eu queira só eu quero; o que quer que eu seja, só eu sou... E o meu livre arbítrio é do tamanho do livre arbítrio do outro...

Não há nada mais frustrante que o livre arbítrio do outro.

Sejam quais forem os planos que eu tenha, não posso incluir neles alguém que tem tantas escolhas quanto eu...

Amar o outro não depende só de mim;
Estar com o outro não depende só de mim;
Comunicar-me com o outro não depende só de mim;
Tocar o outro não depende só de mim;

De mim, depende apenas como lido com essa solidão:
Com a serenidade de quem se tem como a melhor companhia para si mesma ou com a dor de quem constrói seus castelos com os tijolinhos de outra pessoa... Que pode escolher partir.

O livre arbítrio é solidão...
E dessa forma eu escolho que solidão é, em algum nível, algo bom.

Se eu não apreciar conviver comigo mesma, não posso esperar que alguém aprecie.

(E eventualmente, escolha ficar!)

 


NOTA:
Nos meus contos eu escolho o cenário, os personagens, seus pensamentos e desejos... E mesmo que não acabem bem, acabam como eu imaginei quando comecei a escrevê-los... Eu não sinto medo. 


Mas a despeito de tudo que sei... Entre parenteses como se fosse um detalhe, escrevi o meu óbvio e único desejo.

Mas a despeito de tudo que sei... Meu sorriso se refaz quando escuto sua voz em uma mensagem...

A despeito de tudo que sei... Minha respiração se altera quando o tenho por perto... 

A despeito de tudo que sei... Minha mente fantasia que somos bons... Muito bons juntos... E é assim que deveríamos ficar.

A despeito de tudo que sei... Minha pele não consegue querer qualquer outra sobre ela.

A despeito de tudo que eu sei... Meus olhos pedintes ferem o código de conduta e sem nada dizer, dizem: FICA!

A despeito de tudo que sei...
Bom... Nesse caso, acho que tudo que sei não serve para nada.

E exatamente por tudo que sei... Eu sinto medo.



quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Viagem ao Centro da Terra e outros Destinos


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Sensações de 40



Quando se tem 5 anos,
sonha-se em fazer 10, por uma falsa sensação de que as crianças de 10 são mais felizes porque podem mascar chicletes.
Não se conhece beijo na boca. (Claro que as novas gerações estão pulando fases)

 
Quando se tem 10 anos,
sonha-se em fazer 15, por uma falsa sensação de que a melhor coisa da vida é uma festa de debutante ou uma viagem para Disney.
Descobre-se que beijo na boca é maravilhoso. (Claro que as novas gerações estão pulando fases)

 
Quando se tem 15 anos,
sonha-se em fazer 18, por uma falsa sensação de que a vida lhe dará um carro zero, e que um grito de liberdade virá.
Descobre-se que beijo na boca é maravilhoso, e que existem infinitas possibilidades além disso, mas é reticente em relação a elas. (Claro que as novas gerações estão pulando fases)

As descobertas mais proibidas vão começar a aflorar, os desejos também e você imagina que com 25 você será uma máquina de fazer amor.
Aqui é onde, por amor, se comete os maiores devaneios muitas vezes.(nunca se arrependa deles)

Nessa fase, você descobre que seus pais não fazem parte da Liga da Justiça, que possuem defeitos, que também erram. Mas esta é a fase do confronto de ideias, da afirmação da personalidade forte e rebelde que você imagina ter.

Alguns têm de fato.

Você jamais vai admitir que eles são as melhores pessoas do mundo, os melhores amigos que se pode ter.

Reconheça,

Reverencie os velhinhos.
 

Quando se tem 25 anos,
Você não sonha mais fazer 30, por uma verdadeira sensação de que já viveu alguns bons anos, e de que a vida é um sopro.

As coisas correm demais, o final de ano chega muito mais rápido e que o dia na sua infância parecia ter muito mais do que 24 míseras horas.

Beijo na boca vira secundário, mas, depende de você a manutenção dele, as infinitas possibilidades fazem sentido, a vontade de se descobrir 100% pairam pela sua mente. (Claro que as novas gerações estão pulando fases)

Então viva!!!

Aqui é onde, por amor, ainda cometemos grandes devaneios muitas vezes. (nunca se arrependa deles)
 

Quando se tem 30 anos,
Você não sonha fazer 40, embora você tenha crescido escutando que a vida começa lá.

Agora, eu paro!!! Não tenho mais que isso... Um pouco menos.

Minha vida ainda nem começou do ponto de vista da fábula dos 40, mas eu quero chegar lá já treinado. Abastecido de informações importantes.

Continue cometendo devaneios por amor e nunca se arrependa deles...

O amor é bom demais, a sacanagem é boa demais

Sacanagem com amor é insuperável.

 
Então vou listar algumas coisas que considero que precisamos saber para começar a vida aos 40...

• Ame aos 40 como se tivesse 18;

• Compre um Kama Sutra;

• Perca a timidez;

• Folheie um Kama Sutra;

• Abandone seus pudores;

• Execute um Kama Sutra;

• Perca o medo do sexy shop;

• Diga eu te amo, sempre!

• Permita-se uma mente suja;

• Ache básico o Kama Sutra

• Sinta-se linda;

• Desdenhe Anastácia;

• Acenda uma lâmpada!

 
 
Ah, e se você tem mais de 40, fica a dica.

• Ame em qualquer idade como se tivesse 18;

• Compre um Kama Sutra;

• Perca a timidez;

• Folheie um Kama Sutra;

• Abandone seus pudores;

• Execute um Kama Sutra;

• Perca o medo do sexy shop;

• Diga eu te amo, sempre!

• Permita-se uma mente suja;

• Ache básico o Kama Sutra

• Sinta-se linda;

• Desdenhe Anastácia;

• Acenda uma lâmpada!

 
Até mais!

 
M.P.A – Menino - 37 anos

 


NOTA DA DANI

Oba! Depois de tanto tempo temos uma participação masculina por aqui novamente!

Se vocês não se lembram, a proposta inicial era essa... Dar espaço, periodicamente,  para algo diferente...
Acho que optei por isso para ver se aprendo alguma coisa (Tá... Isso não vai acontecer, talvez seja pura curiosidade mesmo), afinal, tudo que eu escrevo é essencialmente uma visão feminina que nem todas compactuam... Ou seja, não é uma parte do todo... É uma parte de uma parte.

Sobre o texto do M.P.A. (por que os meninos são tão tímidos e optam por pseudônimos por aqui?), segue minha habitual notinha de mulher que gosta de (pelo menos quando pode, já que o blog é meu... eheheh) dar a palavrinha final:

Gostei muito!!!
Amo aos 38 como se tivesse 18, não tenho o Kama Sutra, mas “tô ligada”, minha mente é muito, muito suja (sou quase um menino), Anastácia???? Ah, tadinha .. Ela nem imagina que tem homens muito melhores que Christian Grey (Nem eu imaginava!)... Eles só não vão casar com você... Eheheh... E eu nunca me senti tão linda em toda a minha vida (uma pena eu ter sido tão insegura e assustada por tanto tempo).


Sobre a sacanagem com amor...  Acho que daria para iluminar uma cidade inteira!


É... Se for só isso, acho que estou pronta para minha vida começar!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

‘Quando você mais esperar...’

Um dia, publiquei na minha página do Facebook minha indignação com a expressão ‘quando você menos esperar’.

Claro que eu só pretendia ser sarcástica e engraçadinha... O sentimento que eu tenho diante dessas palavras, não é de fato de rancor ou irritação, mas de inadequação e exclusão.

Separei-me há um ano e meio e nesse período de adaptação cheio de altos e baixos ouvi muitas, mas muitas vezes mesmo, a frase carregada de boa intenção “quando você menos esperar”.

No começo, tentei ser simpática a ela, mas com o tempo percebi que ela não me ajudava em nada... Muito pelo contrário, me arremessava para a Terra do Nunca!!!!

Não falo do lar do Peter Pan... Falo do NUNCA, JAMAIS, da IMPOSSIBILIDADE.

Não existe para mim o ‘menos esperar’... Eu sempre espero!

Se um dia eu ganhar na Mega Sena, não vai ser quando eu menos esperar... Porque eu sempre espero ganhar... Se não, não jogaria!!!!

Sei que existe uma chance, uma porcentagem mínima, 'uma em um milhão', mas é acreditando que eu entrego meus R$ 16,00 semanais para compor o bolão.

Se um dia eu escrever algo realmente bom que me faça escritora, roteirista, dramaturga, não vai ser quando eu menos esperar, porque eu espero... Mais que isso, procuro cursos, livros, busco opiniões, converso a respeito... Então, quando acontecer, se acontecer, não vai ser quando eu menos esperar! Porque eu anseio, eu quero!

Mas o ‘quando eu menos esperar’ vem de toda parte quando o assunto é conhecer uma pessoa legal, alguém que goste de mim e queira estar comigo, porque eu posso fazer um ar blasé e dizer que tudo bem, que a liberdade é sensacional, mas a verdade é que eu odeio a minha cama vazia.

Não me entendam mal - Se bem que as últimas experiências me fizeram crer que cada um escolhe entender como quiser e julgar como jamais gostaria de ser julgado: A pedra que você arremessa sempre lhe parece mais leve do que aquela que lhe atinge, não é mesmo? – Mas quando eu falo de cama vazia, não é um corpo em cima de um móvel, nem só de sexo, mas o pensamento... O querer bem! Gosto de gostar... Gosto que gostem.

Gosto que no meio do meu dia corrido, uma mensagem chegue como um instante para encher o peito de ar... E o coração de bons sentimentos.

Gosto de ‘bom dia’, mas quando não dá tempo um ‘boa noite’ serve.

Gosto de troca de ideias, de escutar, de rir...

Gosto de presença física, mas também gosto de saudades.

Gosto da leveza e da tranquilidade de saber que sou apreciada.

Gosto da falsa sensação de segurança de que amanhã a minha cama ‘não vai estar vazia’... Porque existe um delicado vínculo de afeto que faz com que a gente queira estar perto. 

Enfim, nesses 18 meses, conheci muitas pessoas e algumas eu quis... Longas histórias de poucas linhas.

Eu quis duas pessoas em tempos diferentes e eu quis muito. (Quis?)

E diante da negação do meu desejo, das minhas vontades... Diante da frustração de ver meu ‘best seller’ reduzido a crônica, eu sofri. Eu chorei.

E minha mãe me disse: (Na verdade ela me diz)

“Filha, você sabe, vai acontecer quando você MAIS esperar...”

E com essa frase ela me resgatou e me resgata , me salvou e me salva do NÃO!

Porque o momento que eu mais espero pode acontecer e pode ser agora, porque nesse exato momento eu espero... Enquanto o momento que eu menos espero não existe.

Eu só queria agradecer, Mãe, por falar comigo do jeito que eu entendo... Que faz sentido para mim.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mulheres podem ser assustadoras


Mulheres podem ser assustadoras quando olham em teus olhos com paixão.

Mulheres podem ser assustadoras quando acariciam teu rosto, contemplam teu sorriso.

Mulheres podem ser assustadoras quando se despem e anseiam pelo teu corpo.

Mulheres podem ser assustadoras quando gozam uma, duas, três vezes porque o teu toque é capaz de enlouquecê-las.

Mulheres podem ser assustadoras quando sentem saudades, quando te desejam por perto, quando não esperam por tua permissão e deixam claro que SIM, tu és uma parte boa em suas vidas.

Mulheres podem ser assustadoras quando te tratam com carinho, quando te reservam o melhor delas, quando riem de tuas piadas e apreciam tua fala...

Mulheres podem ser assustadoras quando gostam do teu cheiro.

Mulheres podem ser assustadoras... Muito assustadoras quando sinceramente se apaixonam por ti e não se incomodariam em te ver mais vezes, em acalmar teus medos, em entender teus anseios...

Mulheres podem ser assustadoras por ter opinião... E escuta... Algumas têm, acredite.

Mulheres podem gostar de sacanagem, tanto quanto tu gostas... E ser assustadoramente sujas, deliciosamente pervertidas,  quando têm espaço pra isso...

Mulheres podem ser assustadoras... Anormalmente assustadoras quando te amam a despeito de tudo.

Mulheres SÃO assustadoras quando choram.

Mulheres podem ser assustadoras quando lutam pelo que querem e quando desistem também.

Mulheres podem ter a tendência de querer que tua manhã comece feliz e tua noite termine em seus braços.

Elas podem te perguntar do teu dia de uma forma assustadoramente doce... Com intenções malignas como te fazer sentir importante e amado, por exemplo.

Mulheres, ah, seres malditos... Podem querer te abraçar e se entrelaçar no teu corpo enquanto tú dormes... Porque por mais forte que sejam, essas dissimuladas, gostam de ser frágil diante de ti.

Mulheres são assustadoramente loucas porque desenvolvem sentimentos onde não há nada.

Mulheres...
Se encontrar alguma que sorri com o corpo inteiro ao te ver... Corre...
Pode ser que ela queira corromper tua vida...
Pode ser que ela te faça feliz...
Então corre... Porque de boas intenções, o inferno está cheio, não é mesmo?