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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Dançando no Escuro

Fechei os olhos para vê-lo.

Sentia saudades sem dor.

Fazia tempo que sentir-me apaixonada não doía... Não me lembro a última vez.

É quase uma comoção... Um sorriso, uma agitação infantil!

Reparo-me com doçura... Também fazia tempo desde a última vez que me olhei sem auditar meus passos, meus atos, meus erros.

Dessa vez, não.

Gosto de você e pronto.

Tenho, tenho medo sim... Mas é menor que o meu bem querer.

Tenho, tenho ansiedade sim... Mas ela não me queima.

A única coisa que arde em mim é o desejo, porque para mim não existe alma sem corpo.

Ninguém toca minha alma sem passar por ele... E eu não sinto mais vergonha disso.

Não quero ser outra... Sou assim.

Demorei tanto tempo para descobrir em mim beleza... Não me interessa abrir mão dela.

Quero assim: Podendo ser, podendo falar, podendo esperar, podendo olhá-lo com a cara mais suja e amá-lo com o coração mais limpo.

Amá-lo... Você não gostaria dessa palavra. Acho que não gosta de nomes.

É que eu gosto. Quando as coisas não tem nome elas ficam meio assim... Indigentes.

O som do meu, falado inteiro, me estremece: Daniela.

Porque meu nome sou eu em sua boca... 
Meu nome, meu corpo e meu coração entre seus dentes.

Morde devagar... Meu coração, meu corpo não.

Digitei a mensagem... Por prudência apagaria cada uma das oito letras da palavra saudades...

Pressionei enviar ao invés disso.
A vontade de estar em seu abraço novamente é menor que o medo de não estar.

Se não puder dizer o que sinto, para que sentir?

Se eu tiver que cercear meu querer, para que querer?

Para que transformar o medo do nada, em algo maior do que o que existe aqui e agora?

E o que tenho além do nada?

Meu pensamento cheio de você.

Eu quero entender o que lhe emociona, o que lhe aborrece... O que é isso tão exato que lhe confunde, que lhe preserva, que lhe reserva de mim... Quero seu sim.

Você é tão claro que me cega... E logo eu, que até durmo de luz acesa, caminho sem diminuir o passo, sem tatear... Danço no escuro buscando apenas um eco para minha voz:

Vem!

Vem, vem, vem...

Estou aqui pra você!

Você, você, você...


Dança comigo!

Comigo, comigo, comigo...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Linguagem de Sinais



Patrícia não entende nada de sinais.

Nunca soube!

Embora ela seja tão, tão fácil de se ler, não consegue interpretar pessoas... Na verdade, especificamente falando, o que acontece é que alguns estados emocionais a confundem demais... Afetam seu raciocínio lógico.

Hoje ela está tão cansada. Cansada de querer as coisas que não a querem... As pessoas que não a querem.

Ela queria querer a sua vida como ela é... Ela queria não querer Diego.

Não conseguia ler Diego.

Seria capaz de amá-lo se ele deixasse... Mas ele não acreditava nisso... E ela intuía que ele não acreditava nisso com ela.

Patrícia não entende nada de sinais.

Ela confunde as coisas... Potencializa qualquer carinho, qualquer atenção que recebe dele.

Dia desses, contou a um amigo com um sorriso e encantamento, como se esperasse a confirmação de uma sensação boa dentro dela:

- Ele cantou e tocou para mim...

E ouviu de pronto:

- Isso não quer dizer nada! Ele queria te comer, Patrícia!

Pensou derrotada que ele já havia comido... Com muito menos esforço. Não era isso!

- Ou ele gosta de cantar e tocar! Acorda menina!

Ah! É... Gosta mesmo - Lembrou.

Mas Patrícia só escuta o que pode transformar encontros físicos e esporádicos em algo maior e mais bonito... Porque no fundo Patrícia é maior e mais bonita do que a forma que Diego a vê... Ou da forma que ela se apresenta.

Patrícia às vezes desconfia que ela não é uma pessoa adequada...

Que ela sente demais. Que ela espera demais. Que ela se comporta mal e que isso faz dela uma mulher passageira na vida de Diego... De todos os Diegos.

Ela não quer ser diferente.

Ela quer ser amada assim.

Inteira.

Com seu fogo... Ou exatamente por causa dele, por que não?

Lembrou-se da adolescência e do primeiro homem que tocou seu seio. Um menino de 19 anos... Três a mais que ela.

Seu nome era Marco.

Enquanto a beijava, colocou sua mão por dentro de sua camiseta.

Ela quase desmaiou com a sensação.

Ele, percebendo a nítida alteração em Patrícia perguntou se deveria parar.

Ela sabia que a resposta que ele esperava era sim. Por mais que ele quisesse tocar seu seio, o ‘pare’ era a resposta certa... Afinal, ela era tão quieta, tão doce, tão correta. Resistência era o esperado.

‘Pare’ era a resposta que validaria Patrícia... Mas ela escolheu ‘Não... Eu quero que continue’.

E dizendo não a tudo que se espera de uma moça adequada, ela disse sim ao seu corpo, àquelas sensações e à maneira que ela se sentia.

Voltou a pensar em Diego. Será que ele esperava que ela resistisse a ele? Para ela isso não fazia sentido. Não tinha mais 16 anos.

Mandou uma mensagem pra ele: Vem.

Não dava pra ir.

Chorou... Pensou em escrever tantas coisas, mas desistiu.


A negativa era para ela um 'ponha-se em seu lugar'.

Repassou todos os textos... Todos os sinais...

Vários diziam pra ela parar.

Mas Patrícia não entende nada de sinais.

Resignifica cada um deles para poder estar com ele mais uma, duas, três vezes sem que isso a machuque no final. 


Ela tem tanto medo.

Porque cada vez que eles se despedem, Patrícia sofre por não haver uma só promessa... Um dia para esperar.

Patrícia oscilava de sujeito para agente da passiva em uma velocidade incompreensível... Por razões das quais ela tinha total entendimento, mas nenhum controle.

Sabia que não era vítima, mas se vitimava.

Sabia que não tinha culpa, mas se culpava.

Sabia que tinha caminhos, muitos caminhos para seguir, mas nenhum deles parecia tão certo quanto os que levavam até a porta de Diego.

Gostava do jeito, da pele, do sorriso, do sexo, da confusão que era Diego, porque essa parecia muito com sua própria confusão...

Patrícia sempre confundia tudo.

Se eu conhecesse a Patrícia, eu diria pra ela não esperar... Que os sinais dizem que ela não significa para Diego mais que uma boa transa e que ele vai sair da sua vida assim que alguém mais... mais... ou menos aparecer.

Diria que deveria conhecer pessoas novas porque o novo se impõe para ela.

Diria também que não se preocupe em revisar os acontecimentos. Que não há nada de errado com ela, nem com ele. A vida é só acaso e descaso.

Mas Patrícia não me escutaria. Ela não entende nada de sinais.

Eu também não.



NOTA:
Se eu conhecesse Diego... Eu diria a ele:
Diego, ela gosta tanto de você... Ela te quer tão bem...
Você sabe? Você sente? Por que não? 
Conta pra mim! Quem sabe eu entenda alguma coisa...
Quem sabe eu aprenda a linguagem dos sinais!
Eu não sou tão boba quanto a Patrícia.

Não mesmo?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Eureka!

Desconfio que ele não exista.

Por mais dados que eu tenha, entre os que coletei e os que chegaram voluntariamente até minhas mãos, há lacunas que impossibilitam provar sua existência:

Cheiro, temperatura, gosto, peso...

Sinto a frustração de cientistas diante de descobertas incompletas, aquelas que prometem ser dignas de Prêmio Nobel, mas se encerram em questões sem respostas.

Lembro-me sempre do filme Jurassic Park, quando descobrem fragmentos da sequência de DNA de dinossauro no sangue de um pernilongo pré-histórico e optam por completar as lacunas com DNA de sapo...

E assim, os gigantes foram criados!

A vida imita a arte.

Quando há lacunas, preenchemos como bem entendemos e criamos gigantes!

Não sei seu cheiro, mas imagino algo como One Million, de Pacco Rabane ou CH Men de Carolina Herrera e a temperatura é amena em uma pele clara sobre um corpo de cerca de um metro e oitenta e sete ou mais. Nicotina camuflada em menta é como imagino o gosto. O peso... não saberia precisar, mas posso senti-lo aqui e agora.

No parágrafo anterior, completei a ‘sequência de DNA’ como bem entendi e criei um gigante.

Um homem irresistível, mistura da ‘realidade que é’ e da ‘realidade que criei’.

Atribuo a ele movimentos, sons e cenários perfeitos para que eu e meu híbrido, metade homem metade projeção, possamos nos encontrar...

Que bela e deliciosa imagem, que irresistível e grave som.

Gigantes são perigosos... Invadem pensamentos e tiram nosso sossego.

E eu, que não aprecio o sossego, sou capaz de preferir o que eu não sei ao que eu sei... Uma força enorme me puxa em direção do ‘pode ser’ enquanto me afasto do que é... É irracional e involuntário. É só desejo... O mais puro desejo (se é que algum desejo é puro).

Isso pelo prazer da descoberta...

E eu nem preciso estar certa...

Mas eu preciso saber!



Horário de Verão


Desliga o interfone.

Ela está de pé, na sala. Dá um passo em direção à porta do apartamento. Recua.

Parece ansiosa e sorri.

Corre até o espelho, bagunça um pouco o cabelo pra ficar mais natural.

Arruma as almofadas no sofá.

Respira forte e profundo.

A campainha toca.

Suspende a respiração por alguns segundos.

Vai em direção à porta.

Olha no olho mágico.

Relaxa os ombros e apoia as duas mãos na porta enquanto o olha.

Ele veste jeans, camiseta, seus óculos e segura uma jaqueta.

Ela lembra que é na jaqueta que ele guarda a escova de dente, o perfume e roupa limpa. 
Assim não precisa trazer uma mala.

É um menino... 27 anos com um enorme poder sobre ela, dez anos mais.

Ela ri.

Ele escuta o riso e sorri.


Ele sabe que ela o observa.

Ela não disfarça.

Ela inclina a cabeça, ainda olhando no olho mágico.

Apesar da demora, ele não parece impaciente. Sabe que aquele momento já é o sexo que tanto esperavam.

Abre a porta devagar.

Eles se olham.

Não se tocam, se olham.

Há pouca distância entre eles, menos de dois passos.

Eles se olham.

Ela veste corpete, meias 7/8 pretas com acabamento em renda e sapatos de saltos, além de 
um roupão de tecido fino, transparente, fechado com um laço de cetim.

Combinaram isso na semana anterior.

Foi uma semana de jogos de sedução, fotos, provocações e promessas.

Ela cumpriu a dela (Ela sempre cumpre)... Estava ali, pronta e entregue.

Ele diz: Meu Deus.

Ela responde quase sem voz e sem acreditar no que iria dizer: Meu Deus... Sou sua.

Eles se beijam.

Com o olhar, ela oferece o laço, sem pensar ele puxa pela ponta.

O roupão é atirado no chão junto com a jaqueta que estava nas suas mãos.

As mãos do menino a puxam pela cintura e ela já o sente pronto.

O beijo é ainda mais intenso, forte, desesperado.

Ela o despe enquanto se beijam e não há tempo para mais nada.

Ele nu, ela de renda e seda sobre o tapete da sala.

Tudo parece certo.

Tudo é inevitável.

Para eles, tudo é exatamente como nunca foi.

Para eles, tudo é exatamente o que nunca mais seria.

Talvez seja o efeito do horário de verão...

Houve em cada encontro, de outubro a março, algo inexplicável na intensidade das reações de cada toque no corpo dela... no corpo dele.  


As chuvas de março levaram tudo embora.

E a única promessa que ele cumpriu, foi a que ele não fez, de que jamais a esqueceria.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Tamanho é documento?


Geralmente o tamanho do documento é assunto corriqueiro nas rodas de amigos.

Conversa vai, conversa vêm e lá está o assunto na pauta.

Nós homens costumamos tratá-lo com muito bom humor entre uma cerveja e outra.

Quando o assunto é o tamanho da “ferramenta da alegria”, literalmente gargalhamos da abundância ou da deficiência alheia, às vezes da nossa.

Mas é claro que esse assunto é obrigatório nas rodas femininas também.

Apenas para ilustrar esse texto, vamos as médias mundiais:

Os dez mais:
Congolenses: 17,9 cm
Equatorianos: 17,7 cm
Ganenses: 17,3 cm
Colombianos: 17 cm
Venezuelanos: 17cm
Libaneses: 16,8 cm
Camaroneses: 16,6 cm
Bolivianos: 16,5 cm
Húngaros: 16,5 cm
Sudaneses: 16,4 cm

Nós brasileiros aparecemos apenas na 14ª posição.

Os dez menos:
Sul-coreanos: 9,6 cm
Cambojanos: 10 cm
Tailandeses: 10,1 cm
Indianos: 10,2 cm
Birmanêses: 10,7 cm
Taiwaneses: 10,7 cm
Filipinos: 10,8 cm
Chineses: 10,8 cm
Cingaleses: 10,8 cm
Japoneses: 10,9 cm



Nota 1:
Média é um referencial complicadíssimo, uma vez que eu posso ser filho de um equatoriano, que era filho de um colombiano e ter nascido com todos os traços do DNA da parte materna da família,
Ou seja: Neto de um Sul coreano. Que derrota! Mas vou sustentar essa descendência até o limite do ponderável.

Outra, vamos imaginar nós dois na melhor suíte do Faraós (só um sonho de menino, nem sei se existe mais). Lá eu tomo duas garrafas de vinho antes de tentar incendiar a sua cama. Você por opção prefe um suco de frutas.

Na média, você tomou uma garrafa daquele vinho, na realidade não tomou nada!

O resultado é um dormindo e você, decepcionada e cheia de fogo, sem trocadilhos.

Então, quando o assunto é o tamanho do documento não tem “se”, Ou é ou não é (isso me trás recordações aqui nesse Blog. Para você não?)

Mais uma chance para leitura: 


Mas para que esse assunto?

Simplesmente porque na universidade onde sou professor, perambulei por uma roda tipicamente feminina e o assunto era esse, e era tratado com muito entusiasmo.

A condição para a minha permanência naquela roda, foi condicionada a não emitir nenhum comentário, sorriso sarcástico, ironias e afins.

Jurar anonimato das meninas fazia parte do acordo também.


Nota 2: 
Eu sem sorriso sarcástico e ironias sou quase uma rocha numa pradaria ou um cacto no deserto do Saara. Não tenho vida, não tenho graça nenhuma.
Mas resolvi permanecer...



Eram 5 moças de faixa etária diferentes. Os posicionamentos e opiniões também, mas concordavam quando a gargalhada era uníssona . 

Contudo, me chamou atenção uma dessas opiniões, e esta aflorou na minha mente o que penso sobre o assunto.

Como lá, eu era o cacto do deserto, resolvi externar por aqui.


Vamos lá:

A opinião desdenhava to tamanho do pênis do rapaz com qual a moça tinha um affair, não emitiu comentários sobre o desempenho como um todo.

Limitou-se a criticar. Não soube precisar o tamanho correto, mas de onde eu estava eu vi o gestual.

Aquela moça não precisou das mãos espalmadas paralelamente para ilustrar, apenas utilizou o dedo polegar esticado para baixo com o indicador esticado para cima.

Balbuciou as seguintes palavras, “Sem medo de errar para mais, era isso”

E claro que após a roda dissipar eu corri atrás de uma régua.

A referência exata, penso ser a mão dela, mas utilizando a minha cheguei a 14cm.

Imaginando que as mãos delicadas da garota chegue a a 12 ou 13 cm, esse valor não colocaria o indivíduo na escala dos dez mais, mas também ele está bem fora da escala dos menores.

Ele está próximo aos padrões brasileiros. Na famigerada média é claro.

Mas não é só isso,

Aquele desdém só me diz uma coisa e eu não precisaria perguntar se transa foi/é boa, ou ela foi/é ruim.

Isso é sintoma claro de que essa transa não está entre as melhores que aquela moça já viveu. Se é que não está entre as piores.

Senão o discurso era outro menos inflamado e muito mais arrojado.


Imagine:

“Aquele homem é tudo.
Ele bagunça comigo, aterroriza meus pensamentos.
Ele me acaba, sabe meus caminhos, conhece os atalhos, fico entregue, louca, possuída.
Ele me amarra, foge do básico.
Que tom de roxo, que brilho!
O mundo pode acabar agora, morro feliz.
Para ser perfeito ele poderia ter dois centímetros, quiça 3 centímetros a mais de pau”.


Não é bem diferente?

Não é bem melhor?

Não?


Minhas percepções dizem que quando você encontra um parceiro onde a química é boa, os defeitos são minimizados.

Prata vira ouro, odor é fragrância e medo é confiança.


E para você?

Tamanho é documento?

Tamanho é documento, mas nem tanto?

Prefere aquele que bagunça a sua vida, te tira do eixo te rejuvenesce?

Está procurando roteiro de férias para conhecer a República do Congo?

Você pode deixar o seu comentário abaixo desse texto.


Prometo responder todos eles!



AF - Menino - 34 anos - Santos



Nota da Dani:
Me diverti bastante com o texto!
Engraçado demais pensar nos moços, que tiram nosso sono, sem sono por um assunto assim! 
Sinto uma certa satisfação!

Como sou dona do Blog, vou ser a primeira a dar opinião:
Tamanho é documento??? 

É e não é!

Não é quando todo o 'trabalho' é bem feito.
Sintonia, pegada, vontade e a consciência de que o sexo é feito com o corpo inteiro elimina qualquer questão quanto ao tamanho do 'menino' do moço... rsrsrs

O problema é quando o moço 'pisa na bola'.

A situação que vou descrever abaixo realmente aconteceu... Duas vezes... Com duas amigas diferentes:

Ela estava apaixonadas, feliz e contente com seus moço até que ele pisa na bola...

Quando o final era certo e não havia mais chances de volta (porque o cara sumiu mesmo), eu escutei:
- Filho da puta, mau caráter e, quem ele pensa que é? Além de tudo, tinha pau pequeno!!!

Minha reação imediata: 
- Ei! Como assim? Ele não era tudo de bom até agora??? Você nunca mencionou isso!!!

E a resposta:
- Ah... Ele compensava de outras maneiras... Super desenvolvido no sexo oral!!! (Respondeu com cara de saudades), mas tinha pau pequeno pequeno, mini, PP (Agora com cara de ódio).

E eu ri... Ri muito! 

O tamanho do órgão sexual masculino só importa para mulheres magoadas!!!!!

Mas não contive a minha curiosidade e perguntei:
- Tá... Mas me conta, pequeno quanto?

Ela abriu a palma da mão:
- Tirando os dedos, cabia bem aqui!

Putz! Pequeno mesmo!


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Outubro Vermelho


Não... Não é sobre o filme com o Sean Connery... Não vi esse filme.
Nem sei ao certo do que se trata.


Vermelho para mim não é pejorativo... Está relacionado à intensidade.

Até estar ‘no vermelho’ deixou de ser algo assustador... Virou lugar comum, consequência de um dia feliz no shopping.

Na verdade, vermelho representa o que mais gosto em mim: A cor de meus cabelos!

Ok! Eu sei, eu sei... São pintados! Fake! Mas são vermelhos, oras!!!!


Olho-me no espelho e sinto que eles têm a cor certa para mim: RED, ROJO, VERMELHO.

O lance de ser artificial não me assusta, não me desabona... Afinal, se algo não vai bem, se algo em mim não funciona como deveria, tomo remédio!

Se uma ruga ‘natural’ da idade aparece, passo um creme ‘artificial’ e amenizo isso;

Se uma olheira ‘natural’ de cansaço escurece meu rosto, aplico uma base ‘artificial’ e tudo fica bem;

Se sinto cólicas ‘naturais’ em uma mulher, tomo um comprimido ‘artificial’ e fico muito mais disposta!

Resumindo: Se nasci com um cabelo ‘natural’ que não reflete a visão que tenho de mim mesma, tinjo mesmo e pronto!

Isso me lembra uma indignação antiga... E como estou DE FATO indignada com muitas coisas, vou aproveitar para externá-la:

Espanta-me escutar tantos meninos dizerem que não ‘curtem’ mulheres que usam maquiagem... Preferem ‘ao natural’ (Ah! ‘PELAMOR’...). Boa parte deles nem sabe dizer se uma mulher está ou não usando maquiagem.


Quando eu nascer homem, vou gostar de mulheres de brincos de argolas, cabelos alvoroçados, rímel e lápis preto... 

Se eu fosse homem... Eu ia gostar de... MIM!
(Rsrsrs... Acho que preciso de um abraço... Ou um bom final de semana... Ou os dois)

Mulher pode ser bonita e vaidosa sem que isso a condene a superficialidade... Alias, mulheres podem ser o que elas quiserem... Se elas quiserem e pronto!

Admiro homens que gostam de mulheres assim. Conveniente, não?

Uma vez  me disseram:

“Gosto de mulheres peruas, de brincos grandes, maquiagem nos olhos, unhas vermelhas”

Meus olhos brilharam... Equivocada como sempre, achei que era uma declaração de amor!!! Na hora pensei: ‘We’re meant to be” (Somos predestinados!!!).

Equívocos: Mais um! - Esse não me indigna mais!
(Ironia: O moço em questão casou com a mulher mais básica do mundo... Extremamente linear... Nada nela destoa... E tudo bem! Só porque algo é incompreensível para mim não quer dizer que não é bom - Mas eu de fato não consigo entender como alguém vive sem paixões!)

Falando em equívocos (peço desculpas por minha falta de foco), desviei totalmente do assunto sobre o qual eu escreveria...

Enfim... O título Outubro Vermelho não tem nada a ver com a cor de esmalte... Na verdade, o post de hoje (estamos em outubro, é só isso) surgiu de um agonizante grito em meio ao caos no trabalho: Participar de eventos, desenvolver projetos, atender prazos, ter ideias inovadoras, pesquisa de clima, avaliação de performance, programa de ideias, auditoria, cumprir procedimentos, tomar decisões, desenvolver pessoas...


Até aí tudo bem MESMO, mas as pessoas... Ah, as pessoas...

Não deveria eu ter optado por Medicina Veterinária?

Pessoas são tudo de bom e tudo de ruim que há no mundo... Céus!!!!!

Como desenvolver pessoas sem envolver-se com elas?

Como enxergar o melhor nelas se elas se mostram como precisam ser e não como são? Se em tudo o que dizem há a conveniência e o senso de adequação?

Eu sou inadequada... Acho que não sirvo pra isso.

O meu amor pelo ser humano está em suas forças e vulnerabilidades...
Nas suas verdades, as feias e as bonitas... Mas na verdade.

No mundo corporativo há pouco espaço para elas.

Estou exausta... Nadando em mar aberto sem ver terra... E sem a menor ideia se a direção das minhas braçadas me levarão para a praia... Preciso saber ao menos isso, já que a única coisa certa, ao que tudo indica, é que vou morrer nela.



NOTA:
Texto completamente desordenado... Estressante... Estressado...
Texto com muitos focos... Ou sem foco nenhum.
Texto confuso... 
Como eu... hoje!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Encontro


Esta noite escolhi pensar em você.

Vou chegar em minha casa, abrir as janelas, deixar a lua entrar, meu cansaço sair.

Vou tomar um banho, passar meu melhor perfume e imaginar como a minha pele limpa e fresca reagiria a sua.

Vou abrir meu melhor vinho, beber uma ou duas taças, deitar no meu sofá.

Não vou ligar a TV, nem o som.

Vou escutar sua voz e assistir seu rosto, imaginar seu gosto e sorrir.

Vou soltar meus cabelos e dançar no meu tapete... Uma música qualquer que vou sussurrar.

Vou ler mais algumas páginas de um livro que não é sobre você, mas por onde você passeia nas entrelinhas, da mesma forma que caminha nas minhas, aqui e agora.

E apesar de você estar lá fora, te encontro hoje à noite, no mesmo sonho de ontem.

Esta noite escolhi pensar em você... Mas a verdade é que não tenho mais escolha.


domingo, 5 de outubro de 2014

Inspiração



Eu não tenho inspiração... A inspiração me tem.

E ela tem o controle.

Me procura quando quer.

Ela profere seu texto, seu comando...

E eu cumpro...


Eu faço o que quer que ela me peça pra fazer.

Submissa. Entregue. Na sua mão.

Eu espero.

Eu espero porque quando ela vem, me beija com força, me coloca de quatro e me preenche.

Me fode com palavras, emoções, uma explosão de todos os sentidos...

Explode a semântica, as regras gramaticais e o meu bom senso.

E eu anseio.

Anseio por tocar-lhe a face, os ombros, trançar minhas pernas em um golpe desesperado para fundir-me nela.

Eu me preparo.

Dispo-me inteira de qualquer pudor... E visto minha pele.

Sou dela.

Mas ela não é minha.

Preparo meu vinho, meu melhor sorriso, busco leituras que ela possa se interessar.

Gueixa.

Ela se diverte comigo e me deixa.

Eu nunca sei quando ela vai voltar.

Eu me rebelo e a desejo mais do que tenho permissão...


Ela me castiga... 

Assiste em silêncio um papel, uma tela em branco e meu olhar suplicante...

Vem... Me queira como eu te quero, vem.

Você sabe que eu te espero, vem...

Ou me chama... Pra junto de ti, eu vou...

Quando sou sua é o melhor que eu sou.