Desliga o interfone.
Ela está de pé, na sala. Dá um passo em direção à porta do apartamento. Recua.
Parece ansiosa e sorri.
Corre até o espelho, bagunça um pouco o cabelo pra ficar mais natural.
Arruma as almofadas no sofá.
Respira forte e profundo.
A campainha toca.
Suspende a respiração por alguns segundos.
Vai em direção à porta.
Olha no olho mágico.
Relaxa os ombros e apoia as duas mãos na porta enquanto o olha.
Ele veste jeans, camiseta, seus óculos e segura uma jaqueta.
Ela lembra que é na jaqueta que ele guarda a escova de dente, o perfume e roupa limpa. Assim não precisa trazer uma mala.
É um menino... 27 anos com um enorme poder sobre ela, dez anos mais.
Ela ri.
Ele escuta o riso e sorri.
Ele sabe que ela o observa.
Ela não disfarça.
Ela inclina a cabeça, ainda olhando no olho mágico.
Apesar da demora, ele não parece impaciente. Sabe que aquele momento já é o sexo que tanto esperavam.
Abre a porta devagar.
Eles se olham.
Não se tocam, se olham.
Há pouca distância entre eles, menos de dois passos.
Eles se olham.
Ela veste corpete, meias 7/8 pretas com acabamento em renda e sapatos de saltos, além de
um roupão de tecido fino, transparente, fechado com um laço de cetim.
Combinaram isso na semana anterior.
Foi uma semana de jogos de sedução, fotos, provocações e promessas.
Ela cumpriu a dela (Ela sempre cumpre)... Estava ali, pronta e entregue.
Ele diz: Meu Deus.
Ela responde quase sem voz e sem acreditar no que iria dizer: Meu Deus... Sou sua.
Eles se beijam.
Com o olhar, ela oferece o laço, sem pensar ele puxa pela ponta.
O roupão é atirado no chão junto com a jaqueta que estava nas suas mãos.
As mãos do menino a puxam pela cintura e ela já o sente pronto.
O beijo é ainda mais intenso, forte, desesperado.
Ela o despe enquanto se beijam e não há tempo para mais nada.
Ele nu, ela de renda e seda sobre o tapete da sala.
Tudo parece certo.
Tudo é inevitável.
Para eles, tudo é exatamente como nunca foi.
Para eles, tudo é exatamente o que nunca mais seria.
Talvez seja o efeito do horário de verão...
Houve em cada encontro, de outubro a março, algo inexplicável na intensidade das reações de cada toque no corpo dela... no corpo dele.
As chuvas de março levaram tudo embora.
Talvez seja o efeito do horário de verão...
Houve em cada encontro, de outubro a março, algo inexplicável na intensidade das reações de cada toque no corpo dela... no corpo dele.
As chuvas de março levaram tudo embora.
E a única promessa que ele cumpriu, foi a que ele não fez, de que jamais a esqueceria.
6 comentários:
Affff.. Me faltou o ar amiga <3
Sem comentários.
Bjus
Bel
Você sabe que, às vezes, enquanto escrevo, também me falta!
Minha imaginação é poderosa... Ahahah
Às vezes, eu tenho a impressão que é real ;-)
Quero!!!
Beijos,
Dani!
UFA!!! Sem palavras!!!! Ai esses 27 anos....me mataram!!!! Rsrsrs
Eles já me mataram um dia também, Lívia.
Beijos mil!!!!
Dani :-)
Ufa! Essas históras sãos sempre de tirar o fôlego.
Janaina.
Bjos
Ahahahah...Tiram o meu também!!!!!
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