.

.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Maldição


A ausência


O vácuo


O buraco negro

A casa vazia, o corpo vazio, a mente vazia

A morada do Diabo

O caldeirão da bruxa

Onde fervem as emoções

Perna de sapo, língua de cobra, ferrão de escorpião

Está pronto o feitiço, o desencanto

Capaz de transformar o amor em sentimentos muito menos nobres

 
Condeno-te, enveneno-te,



Alucine por esse corpo que não é mais teu

Nem meu
 
Encanta-me teu sofrimento

Encanta-me tua saudade

Encanta-me tuas mãos no teu sexo

Enquanto eu danço na tua mente

Olha pra mim

Treme

Dança comigo

Dança tua morte por exaustão

Tua dor dói em mim

Teu corpo sangra pelos meus poros

Escuta! Mergulha! Vem!

...


Sensato, muito sensato

Homem de palavra, quebra ela por mim!

Não faz sentido quando não há mais nada inteiro por aqui.

  
 
NOTA:
Maldições às vezes escapam dos livros de contos de fada...
Até o amor às vezes escapa dos contos de fada...
E se instalam por acidente bem no meio de uma vida normal e burocrática, de hora para acordar, de metas nas empresas, contas para pagar, de som alto, álcool e música... Cenários completamente improváveis.
Não há príncipes ou princesas... Só o amor e a maldição... Tão parecidos em sua essência.
Sem espadas, também não há luta... Sem bruxas, não há culpados...
Apenas a inércia... A espera... O sonho... E a insônia.

2 comentários:

Anônimo disse...

É...
"Apenas a inércia... A espera... O sonho... E a insônia"...
E completando tudo isso: o Cansaço, que parece que nunca vai acabar
:-(
Bel

Daniela disse...

Em relação a esse texto...
E aos fatos no qual ele se baseia...
Se fosse filme, não seria romance... Ou drama...
Estaria na locadora bem alí... do Lado do Poltergeist!!!