A ausência
O vácuo
O buraco
negro
A casa
vazia, o corpo vazio, a mente vazia
A morada do
Diabo
O caldeirão
da bruxa
Onde fervem as emoções
Perna de sapo, língua de cobra, ferrão de escorpião
Está pronto
o feitiço, o desencanto
Capaz de
transformar o amor em sentimentos muito menos nobres
Alucine por esse corpo que não é mais teu
Nem meu
Encanta-me teu sofrimento
Encanta-me
tua saudade
Encanta-me
tuas mãos no teu sexo
Enquanto eu
danço na tua mente
Olha pra mim
Treme
Dança comigo
Dança tua morte por exaustão
Tua dor dói em mim
Teu corpo sangra pelos meus poros
Escuta! Mergulha! Vem!
...
Sensato, muito sensato
Homem de palavra, quebra ela por mim!
Não faz sentido quando não há mais nada inteiro por aqui.
NOTA:
Maldições às vezes escapam dos livros de contos de
fada...
Até o amor às vezes escapa dos contos de fada...
E se instalam por acidente bem no meio de uma vida
normal e burocrática, de hora para acordar, de metas nas empresas, contas para
pagar, de som alto, álcool e música... Cenários completamente improváveis.
Não há príncipes ou princesas... Só o amor e a
maldição... Tão parecidos em sua essência.
Sem espadas, também não há luta... Sem bruxas, não há
culpados...
Apenas a inércia... A espera... O sonho... E a
insônia.

2 comentários:
É...
"Apenas a inércia... A espera... O sonho... E a insônia"...
E completando tudo isso: o Cansaço, que parece que nunca vai acabar
:-(
Bel
Em relação a esse texto...
E aos fatos no qual ele se baseia...
Se fosse filme, não seria romance... Ou drama...
Estaria na locadora bem alí... do Lado do Poltergeist!!!
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