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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

31 de dezembro de agora em diante


Último dia do ano!!!

Eu queria saber escrever sobre amenidades...

Sentimentos em cor pastel, brisas refrescantes... Com aroma de rosas brancas e gosto de pudim de leite...

Sabe, como é? - Um conjunto de coisas que não desagrada ninguém!

Mentira.
Mentira.
Mentira.

Eu não queria nada disso...

Para mim não há nada entre o oito e o oitenta...
Na verdade só há o oitenta!
Para mim há o vermelho, o preto, o branco.
Para mim, cheiro de flor é Dama da Noite e doce tem que ter chocolate!

Mas a despeito disso... Queria que na virada do ano, a tela do blog estampasse uma imagem positiva...

Algo pra fazer todo mundo sentir-se bem.

O que dizer, então?

Vou tentar:

Azul-bebê,
Rosa-chá,
Verde-água,
Pêssego,
Maçã,
Algodão doce,
Bolo de laranja,
Calda de açúcar,
Pássaros cantando,
Mar calmo,

Rodovia Bandeirantes,
Algodão,
Leonardo Di Caprio,
Urso de pelúcia,
Sorvete de Flocos,
Suco de Laranja,
Lençol 100% algodão.

É isso... Um conjunto de coisas que não desagrada ninguém!

E para aqueles que não conseguem ou não sabem como apreciar o sossego...
 
Desejo cores fortes, perfumes marcantes, curvas sinuosas, sabores exóticos...
Buriti, cupuaçú, aracá-boi e geléia de pimenta vermelha!
 
Do fundo do meu coração VERMELHO... Um 2014 sensacional para todos vocês! 
 


NOTA:

E pela primeira vez em muito tempo, não tenho medo da retrospectiva do ano.
 
Minha lista de promessas não vai ser mais feita apenas com o CONTROL C + CONTROL V. 

É no mínimo um alívio...

Para mim, sempre foi muito difícil chegar no dia de ‘hoje’ com as mesmas pendências do 'outro dezembro'... Que ‘fechou’ com as pendências do 'dezembro anterior'.

Hoje, fui capaz de fazer um ‘Top 5’ das melhores coisas do ano e entrego rosas brancas a Iemanjá agradecida por cada uma delas!

Hoje tenho desejos que posso desejar... Quero coisas que posso querer!


E eu desejo paixão!

E depois desejo também aquele 'pacotão', a 'cesta básica' com saúde, luz, prosperidade, fé, união, amizade, realização, amor, etc!

Quero tudo, quero demais e depois quero mais!

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Conto de Ano Novo

“Ver te de pertinho mais uma vez... Ao alcance de minhas mãos”

Seu pedido de Ano Novo.

Evocou santos e entidades com os pés cobertos pela espuma do mar e do champagne.


Seu pensamento gritava e repetia:  ‘Mais uma vez’ e seu coração explodia no peito mais forte e mais alto que os estouros dos fogos de artifício que coloriam o céu.  E com as cores e os brilhos de pólvora cintilante, projetou sobre o céu, como em tela de cinema, a cena que viveria em algum canto de 2010.

 
"Cruzar o olhar... Prender a respiração e passar por ti e por teus olhos, sentindo que o mundo inteiro pára enquanto isso acontece e sabendo que nem uma folha deixou sua árvore porque te amei nesses segundos.

Quem sabe esbarrar-te: Nossos ombros... Nossas mãos...

Desejando mais: Meus lábios nos teus a depositar a paz que restou depois que a minha vida tropeçou na tua e caiu.


Caiu no asfalto.

Doeu mais levantar-me que a própria queda.

A saudade rega meus pensamentos com a acidez da tua lembrança e com a doçura da memória de mim mesma enquanto envolvida na magia perfeita que só é possível quando o juízo é imperfeito

Pensar em ti sem mim é devastador".



Sentiu um forte tranco... Corpos bêbados encontrando-se sem querer. Sentia-se tão só que não enxergavam ninguém.

- Desculpe... Não vi você. - Voz masculina, lábios grossos e desconhecidos, barba por fazer.

- Não. - Ela responde sem entusiasmo.

- Ei... O que você tem? Vodka, Cerveja, Whisky? - Perguntou querendo entender o que corria em seu sangue para deixá-la daquela maneira.

- Estou... Estou bêbada, mas já estive apaixonada...

E o estranho, sorriu:


- É quase a mesma coisa.


Sua visão e o álcool revelavam um homem alto, pele bronzeada, cabelos alvoroçados, bermudas brancas, como tinha que ser, camisa de mangas arregaçadas. Em uma mão, uma garrafa de champanhe aberta e na outra apenas dedos grossos e penugem negra sobre a pele dourada...

- Sua mão... É linda – Disse ela sem pensar.

- Qual delas? Aposto que esta que segura o champagne. – Brincou.

- E eu aposto, que das duas, a mão ocupada é a mais inofensiva.

- Pode apostar.

Ficaram se olhando em um silêncio quase tímido.

Os pensamentos de Julia, subitamente suspensos...

As dores e desejos anestesiados.

Diante dela um homem que ela não pediu que viesse...
Diante dela um homem pelo qual ela não derrubou uma lágrima...
Diante dela um homem pelo qual ela não perdeu uma só noite de sonho...
Diante dela um homem pelo qual ela nunca pensou em morrer...
Diante dela um homem com uma mão linda e disponível...

Relaxou os ombros, pensou e disse:

-
Sabe do que mais... Feliz Ano Novo!!!


- Pode ser sim... Se você me ajudar a deixar minha outra mão livre... Bebe comigo? - Ele sorriu.

Ela tomou a garrafa da mão do homem e derramou sobre ela.

- Bebo... E você, bebe comigo? – Mordeu os lábios, lugar comum, e daí? Às vezes é melhor ser explícita... Não era hora para jogar... Subentender... Insinuar... Era hora pra dizer EU QUERO. Correu para trás de um deck atrás das pedras que avistou...

Ele a alcançou.
Ela abaixou as alças de seu vestido.
Ele usou suas mãos para levantá-la e encaixá-la pouco abaixo de sua cintura, ela cruzou suas pernas ao redor dele...
Ele usou suas mãos para levar o seio dela a boca, ela lambeu seu pescoço, mordeu seus ombros, arranhou suas costas...
Ele levou sua mão à boca de Julia, ela lhe chupou os dedos e eles a levaram ao êxtase.

Amanheceram na praia, fazendo promessas de “Ano Novo” que nenhum dos dois pretendia cumprir.

E seu pedido não se realizar,
E se sua promessa não se cumprir,
Ainda sim, ela irá sorrir em 2010.

 


NOTA:
O texto é de janeiro de 2010.
Júlia é um personagem que criei em 2010... O conto é completamente fictício!
Só que... Em 2013 tive pensamentos e disse frases que estão nesse texto...
Que susto! Notei isso quando li o post antes de enviar para uma pessoa mês passado!
Então... percebi que os personagens que crio... Até os mais loucos... Têm muito ou tudo de Daniela!
Acho que são as partes de mim que eu 'amarrava'...
Que 2014 eu desate mais alguns nós!

sábado, 28 de dezembro de 2013

50 tons de patifaria


Vocês já leram isso? Eu não...

Sei que tem um tal de Christian Grey e uma moça chamada Anastácia.

Sei também que literalmente o pau come!

Tudo que sei foi propiciado pelas resenhas da mulherada nos corredores do trabalho, na sala de aula, na recepção do hotel onde moro e por Amelinha, ascensorista do elevador aqui do prédio do escritório na Paulista.

Aquela moça ferve com essa leitura e eu já estou a cobiçá-la.

Ouço os relatos e até vejo suspiros quando as mulheres estão de posse desse manual Kamasutra que acidentalmente chamaram de 50 tons de cinza na versão aportuguesada da obra.

Mas não tenho a menor coragem de ler esse livro de cabo a rabo.

Me parece que o tal Grey, sem pudores é a máquina mortífera dos amores.

Aí, toda aquela volúpia, aliada a um estereótipo da imaginação feminina onde provavelmente ele tem abdômen tanquinho, ombros largos e uma bunda firme, não poderia dar em outra coisa.

Elas literalmente piram.

Eu não acredito nele. Acredito sim em algumas partes dele distribuídas em vários homens por aí.

Nunca todos os atributos juntos.

Eu devo ter apenas o branco dos olhos de Christian Grey. Mas se um único ser reunir todas as qualidades desse personagem. É muita sacanagem!

Tem curso para se formar em Christian? Quantos módulos? Será que posso ser dispensado de alguma matéria? Tenho algo de bom?

Se fosse filme nacional, Rodrigo Santoro seria o Christian? Por que não Leandro Hassun? É muito marketing positivo no cara.

Eu tenho uma inveja branca dele.

Será que ele existe?

Acho que o tal Christian, buscou inspiração em Mickey Rourke na década de 80, mais precisamente em 1986. Rourke já havia arrancado suspiros da mulherada com o longa Nove Semanas e Meia de Amor.

Era um Christian mais comedido, mas era o Christian da época. Quase todos sabem como termina isso.

Alô mulheres? Qual de vocês tem um Christian em casa?

Não deixe suas colegas saberem.

Se de fato ele existe, não faça propaganda, você pode ter que dividir o seu.

Não conheço uma mulher que não sonhe com o dito cujo após a leitura de cabeceira.

Não dá para ter tudo nessa vida, mas a minha dúvida é se as algumas mulheres estão preparadas para serem Anastácias.

Eu, nessa longa dissecação sobre o que as mulheres pensam de Grey, e o que elas esperam dos homens, já tive algumas experiências curiosas...

Certa vez estava na sala de aula, e uns dois ou três assentos para frente, uma das mais interessantes garotas da turma lia atentamente o livro enquanto o professor num sábado ensolarado se esforçava para manter o bom nível da aula.

Ela não parava, e aquilo me desconcentrou... Abandonei a aula e passei a observar seu comportamento.

O virar das páginas só foi interrompido por um insuflar de peito. Aquele livro foi trazido junto ao tórax e um sorriso sacana brotou ali.

Eu como já tenho uma quilometragem maior que a dela, alguns bons anos também, sorrateiramente anotei a página do livro ao invés de anotar fórmulas algébricas em meus alfarrábios.

No dia seguinte, ao subir no elevador tomei o livro da mão de Amelinha, a ascensorista, e fui diretamente na página anotada.

O que achei? Algo simples que todo homem deveria já vir de fábrica sabendo, deveria de alguma forma proporcionar a uma mulher.

Então, voltei a pensar naquela garota e algumas perguntas me assolaram:

Por que suspirou? Aquilo é novo para ela?

Cadê o marido dela?

Aquilo é tão básico!!

Desgraçado!!

Mais adiante, entre uma aula menos atraente e outra, participei de uma espécie de jogo da verdade. Era simplesmente um bate papo sexual onde meninos e meninas falavam abertamente de preferências, do que pode e do que não pode.

Claro que Grey era a referência, era o Eros daquele bate-papo.

Mas como Grey pode ser o centro em um papo que aborde “o que não pode” sexualmente?

Ao que me consta, para Grey tudo pode. Certo?

Errado... É para Anastácia que tudo pode!

Fui surpreendido, aquela moça que abraçou o livro, suspirou e sorriu deliciosamente sacana, simplesmente, levantou uma bandeira contra aquilo que havia provocado seu suspiro.

Pirei! Não entendi!

Tem curso para formar Anastácias?

E para não generalizar, o que essa moça pensa?

Será que tem vergonha de dizer que gosta de uma sacanagem?

Sexo é tabu mesmo?

Até hoje não sei se blefou ou envergonhou ao se colocar naquela conversa.

Conheço pessoas que afirmam ter vivido a revolução sexual e amorosa após essa leitura.

Casais sorriem com mais intensidade.

Eu não estou a criticar o Deus do Sexo, admiro o poder de persuação.

Então não vamos transferir a culpa para o outro lado.

Falta muito de Gray do lado de cá.Falta muito de Anastácia do lado de lá.
 
 
Sendo assim...

Vou ligar para Amelinha assim que chegar em casa.

Ela pode ter muitas das respostas que procuro.

Amelinha, ah Amelinha...

Disse certa vez no meu ouvido:

“Eu escreveria facilmente esse livro, seu bobo”.

 
 * * *
 
Dani, Obrigado pela oportunidade!

Um feliz 2014 para vocês!

Até um próximo sábado.

Pretendo voltar com a estória de um amor que é puro...

Mas decidiu se aboletar em outro lugar!


AF – Menino - 34 anos – Santos

 

NOTA DA DANI:
Gostei do texto ser sobre os 50 Tons de Cinza...

Gostei da preocupação do ‘menino’ com os poderes mágicos de Christian Grey...
Ele pareceu incomodado... Que delícia!!!!

Sobre a moça da faculdade que estava lendo o livro e que suspirou por algo que mais tarde ‘levantou uma bandeira contra’... É querido AF... Mulheres são mesmo seres complexos!!!!

Provavelmente o que é admissível com um (no caso dela o Christian Grey) não é com outro... Mulher tem disso... Alguns podem tudo... Outros... Eca, não!

Sobre o livro... Li a triologia e pirei também!!  Ele não era bem escrito não, mas eu nunca vi nenhum homem reclamar de roteiro de filme pornô!!!

Porque é isso que é o livro: pornô de menina... Que precisa mais do que um ‘entre e sai desgovernado’... Precisa de ‘enredo’, de ‘contexto’, de ‘continuidade’ e de ‘romance’... e SIM... muito ‘entre e sai desgovernado’.
E meninos inteligentes sabem disso!!! Não é o que fazem nas primeiras semanas?

Enfim, faço minha as palavras de Amelinha: “Eu escreveria facilmente esse livro, seu bobo”.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Gastronomia

Segunda e terça passada estive em São Paulo.

Eu estava em treinamento em uma 'escola' no Itaim Bibi... Foi a segunda vez que fiz um curso lá.

A escola é show: As instalações, o material didático, os instrutores... Primeira linha, sabe?

Outro detalhe de peso (de ganhar peso) é o almoço.

A refeição está inclusa no preço, em um restaurante bem charmoso na rua Tabapuã, se não me engano.

A primeira vez que estive lá, em agosto, pedi mousse de chocolate para sobremesa.

Foi amor!

O sabor, a consistência, o chocolate misturando-se a minha saliva, esparramando-se sobre a minha língua, deslizando em minha garganta... Amor é a palavra!

No segundo dia do treinamento, também em agosto, tive que 'amar' novamente...

E mais uma vez, até mesmo a imagem daquela taça sendo colocada sobre a mesa, bem na minha frente, me encheu de alegria!

Que sabor!
Que massa delicada...
Que poder: Simplesmente amor!

Bom... Segunda-feira passada, de volta ao restaurante, reencontrei a cor e o prazer doce daquela mousse... Uma sobremesa completa, uma sensação maravilhosa... Matei saudades.

Já cheguei no restaurante ansiado por ela, que se mostrou solicita em suprir todas as minhas carências.

A medida que a colherinha depositava seu creme aerado na minha boca... A mousse beijava-me como há tempos eu não era beijada.

Nossa história de amor ia bem, mas no dia seguindte (terça-feira passada), deparei-me com um impulso, uma inexplicável necessidade do 'novo':

"Senhora, as opções são mousse de limão, maracujá e chocolate"

Curiosidade? Não sei. Nem sei quem sabe. Mas lembraram-me que havia o maracujá e o limão também.

Provocaram-me dizendo que outras possibilidades estavam ali, naquela bandeja de delícias... E que elas poderiam ser tão boas quanto o meu 'amor'... Elas poderiam ser melhores... Mas o que guiou a decisão, é que definitivamente elas eram diferentes.

Porque eu tinha que comer sempre a de chocolate?

Resposta obvia: Porque é deliciosa... E eu sabia disso!

Resposta do fundo da minha alma perturbada: Eu não tenho que comer sempre chocolate! Eu quero provar mais... Saber que gosto tem:

"Garçom, me vê uma de limão, dessa vez”.


Boa mousse.

A de chocolate era infinitamente melhor.

Bem feito pra mim.

Bem feito de verdade: O importante é que hoje eu sei que a mousse de chocolate é melhor que a de limão.

Uma coisa é certa: Da próxima vez que eu voltar ao restaurante...

Não tem erro...

Vou pedir a de maracujá!

Claro! Ué?!!

Vai que ela é a melhor de todas.




Nota:

O texto é meu, de 2008... Mas combina com o meu momento.
Acho que da próxima vez que eu tiver que escolher, não escolho!
Peço logo o menu degustação...


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Toque de recolher



Às vezes não acredito que você exista em algum outro lugar que não na minha lembrança...

De certo lembro coisas que não foram exatamente como as vejo e sinto agora.

Assusta-me o passar do tempo e a minha passividade diante do que não posso mudar...

É estranho...

Eu, natureza bélica, hoje escolho minhas guerras...

Abandono o campo de batalha tingido pelo meu sangue e por aquilo que eu acreditava.

Hasteio bandeira branca, enterro mortos, sedo os feridos, mas não lhes dou esperança, porque eu sei... Vai doer pra sempre.

Os alto falantes estridentes perfuram meus ouvidos com o toque de recolher.


Antes surda.

Antes cega que a visão perturbadora da minha bandeira descida a meio pau.

Antes muda que o gemido e o soluço anunciando a minha rendição.

Há guerras feitas pra ganhar...

Há guerras feitas para perder...

Todas elas feitas para lutar.

E a morte... É só a inércia diante das causas e coisas que abandonamos...

Voltando a você...

Desenterro-lhe sempre para ver se você está mesmo morto e sempre tenho a impressão de lhe ver respirar...

Soldado raso.
Cova rasa.
Fim.

Queria que você não existisse além de mim.




Nota:
Texto original de 2009 - Sem modificações.
Fora isso... Em minha nota só vou dizer que a única rendição possível é o abatimento de todo o meu contingente de tentativas.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Lesões leves


Natal sem intercorrências não é Natal.
Dia 25 acordou lindo... Um sol delicioso me recompensou por ter acordado a despeito dos sonhos que tive... Eles me convidavam a dormir por toda a manhã, mas decidi levantar.

Espiei o WhatsApp no celular... Nada que me animasse. Mas o sol... Ah, o sol... Ele seria então o acontecimento do dia!
De fato fui à praia... E claro, tomei banho de mar.

Sete mergulhos? Não! Vinte e um mesmo... 3x7 para acelerar o processo... Aumentar minhas chances de um ano novo feliz!
Mas a intercorrência que mencionei veio de meu pai.
Ele bateu a cabeça no móvel da cozinha, na porta de um armário alto, em uma quina de alumínio.


Ele ficou tonto, caiu no chão, sua cabeça sangrou o suficiente para tingir uma toalha de rosto e pintar a cara do Paul McCartney estampada em sua camiseta.
Doeu, latejou, derrubou... Fez uma marca em v.

No hospital, após os procedimentos padrões, foi avaliado que se tratava de um corte superficial: Não precisou de pontos, apenas um curativo por 5 dias.
Repetindo: Derrubou, caiu no chão, sangrou, doeu, manchou – Um corte superficial.

Acho que isso explica essa dor incômoda no meu coração que não devia chorar por ‘um corte superficial’... E que deveria estar curado em 5 dias.
Cortes rasos também doem.

Esse último me derrubou... E eu engatinho dolorida esperando e desejando um corte mais profundo, mais extenso, mais cheio de sangue... Não gosto de nada superficial... Nem de cortes.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Meu Presente de Natal


Então é Natal...

A data em si é muito especial: Uma data de amor, de perdão, de gratidão e de esperança – Sentimentos que tento manter durante todo o ano e nem sempre tenho sucesso.

Este Natal tem um gosto especial para mim... Eu ganhei da vida o maior presente que ela poderia me dar: Uma chance!


Ganhei a chance de não passar a vida remediando.

Ganhei a chance de não passar meus dias me convencendo que menos é mais...
Porque não é!
MAIS é mais.
Menos é apenas menos mesmo.
 
Se tenho tudo agora? Se estou feliz?

Não... E não preciso ter vergonha de admitir isso.
 
Não me entendam mal... Sou muito grata por minha vida, saúde, emprego, família, amigos... Para mim é uma grande graça chegar no Natal ‘sem baixas’... Estaremos todos juntos mais um ano!!! Obrigada, obrigada, obrigada!
 
Mas fiz uma árvore de Natal carregada de desejos... De sonhos para realizar.
Desejos para mim e para as pessoas que amo.

E quero cada um deles... Porque eu posso e mereço.
 
Tive dúvidas durante um bom tempo sobre isso... Sobre merecer...
 
Acho que ouvi tantas vezes que querer ser feliz é egoísmo que cheguei a me questionar (nunca de fato acreditar).

Hoje, releio minha história e me descubro digna, verdadeira e profundamente merecedora.
 
Ninguém que me tenha dito ao contrário é mais reto que eu... Mais honesto que eu... Mais cheio de amor que eu. 

O que quero dizer com tudo isso é que hoje eu me reconheço como sou... E não adianta me dizer ao contrário, porque ninguém tem melhor entendimento sobre mim que eu.

Conheço minhas falhas e fraquezas e descubro a cada dia as minhas forças... E meu Deus, como são fortes as minhas forças!

Hoje, retomo minha fé... Que deixei em algum canto da minha vida... Sinto essa batida que tem o ritmo do meu coração e comungo com ela... Experimento a iluminação em um simples banho de mar... Ouço vozes e risos de júbilo quando me entrego a um simples mergulho.

E tudo isso, por mais lindo que seja, não garante que eu vou ser feliz... Que vou encontrar o que procuro... Porque nem sei se terei tempo pra viver toda essa vida que pulsa dentro de mim, mas eu juro por DEUS - sendo ele a representação de todas as forças do Universo reunidas - que eu vou lutar... Todos os dias eu vou lutar... Contudo que sei e com o que ainda vou aprender, vou lutar... Até meus últimos dias desta vida e das outras que virão.

E a todos vocês eu desejo um pouco dessa minha vontade... Dessa minha gana... Dessa minha fome de amor!

Então um brinde... Uma oração... Uma dança a ele... O AMOR!

Feliz Natal!



E Papai Noel... Eu ainda espero o meu presente de Natal... Que não cabe na meia pendurada na minha janela, nem no pé da minha árvore, mas se encaixa perfeitamente em mim ;-)

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Lado B


Hoje vi uma placa em uma árvore de Natal que dizia assim:
"Deseje aqui, de todo coração, seu presente de Natal"

E eu que achava que sabia exatamente o que eu queria... Gaguejei!
Meus pensamentos gaguejaram... Se é que isso é possível.

O problema são os dois lados de tudo... Inclusive os meus dois lados.

Ao mesmo tempo em que preciso de emoção e acontecimentos, preciso também de aconchego e porto seguro.
Não sei se isso é um traço de personalidade ou se foi determinado pelos ‘astros’.

Sou de Touro, um signo pé no chão, que valoriza o conforto e despreza mudanças. Por outro lado, meu ascendente e Lua estão em Sagitário, que ama ser livre, o novo!

Incompatível. Dois lados da moeda... Do disco... Acho que nós todos temos o Lado B!!

Como nos antigos LPs, o Lado A toca canções mais elaboradas.
Aquela que é feita para se tornar ‘hit’, tocar nas rádios e agradar às massas está lá: Lado A.

O Lado B não faz tanto sucesso, agrada mais aos donos da obra.
São canções despretensiosas, instintivas e para poucos... Apenas para os que exploram todas as ‘vertentes’ do album e aprofundam-se na obra! Apreciadores sem preconceitos que não só as escutam como as digerem... Enfrentam o que há de pior e se deliciam com o que há de melhor desse lado marginal.

Meu Lado B também é para poucos, por que é impaciente, sarcástico, impulsivo, apaixonado, egoísta...
Meu Lado B diz a verdade, mas não tem compromisso com ela... Com ninguém.

O Lado B é veneno e não antídoto;
O Lado B é cetim e não algodão;
O Lado B é censurado e não desenho animado;
O Lado B é peso e não leveza;
O Lado B é promissória e não doação;
O Lado B é revanche e não compaixão.

O Lado B explode.
O Lado A pondera.

O Lado B condena.
O Lado A perdoa.

O Lado B lambe os dedos.
O Lado A faz dieta.

O Lado B grita.
O Lado A geme.

O Lado B é coragem.
O Lado A é fé.

O Lado B canta e dança.
O Lado A aplaude.

Meu Lado B é poesia, meu Lado B não mede palavras, meu Lado B bebe, meu Lado B perde o controle, meu Lado B é tudo e nada, meu Lado B quer distância ou quer dentro de mim... Meu Lado B é assim...

O Lado B existe para que possamos existir: Completas, antagônicas...
Porque ninguém quer ser amada por todos, o tempo inteiro... Ninguém de carne e osso!
Há pessoas que eu preciso que não gostem de mim... Que duvidem, para que eu prove... Que desafiem, para que eu vença... Para que eu seja mais... Para que eu seja maior!!

Meu Lado B quer você!
Meu Lado A também.

 

Nota:
Meu Lado A foi arranhado... Por isso o Lado B tem sido o mais tocado ultimamente...
Mas logo... Logo mesmo... Tudo estará bem novamente.
Meu lado A cheio de fé juntou-se ao B cheio de coragem para me fazer seguir em frente!

Amanhã é vespera de Natal...
E eu desejo meu presente... De todo o meu coração... Sem gaguejar:
Quero amar e ser muito amada!

* O 'poeminha' Lado B  (no meio do texto) é de 2008, mas eu reeditei... Exclui alguns aspectos que não 'me vestem mais', inclui outros, mantive boa parte e alterei o desfecho ;-)
Isso me faz pensar que ainda 'sou eu'... A mesma de 2008, mas com uma perspectiva e esperança que eu não tinha antes...
Quero basicamente as mesmas coisas... Mas hoje eu tenho o mundo inteiro diante de mim... É só ir buscar!
 

sábado, 21 de dezembro de 2013

Nós meninos e as meninas



"Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente"


 
Notória é a sagacidade que temos para conquistar as mulheres. Isso é exagerado, sem exagero nenhum.

Nosso melhor está ali naquelas duas ou três semanas, as vezes um mês, com sorte dois ou três trintídios.

Tudo depende da velocidade com que as coisas acontecem. Nosso limite é o céu e este é permeado pelos anseios femininos.

Embora sejamos carnais, detestamos mulheres carnais. Ainda que inconsciente, nos esforçamos ao grau máximo para vê-las caidinhas e apaixonadas.

Somos capazes de dizer que amamos, sem amar, se isso for garantir um algo a mais.

Adoramos amolecer corações enrijecidos, as vezes combalidos pela falta de sorte, muitas vezes decepcionados. Mas o que fazemos depois?

Perdemos aquele 'melhor' citado lá no começo. Nossas palavras escasseiam, a inspiração se vai e nos transformamos em criatura similar a que enrijeceu ou decepcionou o mesmo coração.  

Os modernos celulares virarão armas, raros torpedos serão a solução pois mantém a distância para quem antes fazíamos questão de não desperdiçar um segundo, um olhar ou uma palavra.

A voz, o timbre e a entonação, não são mais essenciais.

Temos um principio básico: “haja o que hajar” tentaremos sair por cima. Somos capazes de inverter o jogo. E aquela culpa que não queremos por ter conquistado e “usado” outrem, não hesitaremos em transferir para o lado rosa da questão.

Com todo o perdão do trocadilho, inventamos problemas e criamos cenários desfavoráveis para nos favorecer.

Mas por que não simplificar?

"Não é a vida como está, e sim as coisas como são".
 
As mulheres, na maioria das vezes, não buscam o simples, elas querem de fato se relacionar. Querem algo mais do que simplesmente cama, do sorriso fácil entre lençóis, do beijo molhado e da piada boba e despretensiosa após o ápice sexual.

Nós entramos no jogo e vamos nos enrolando... e enrolando.

Vendemos a ilusão de tudo isso, criamos o estereótipo de eternos amantes enquanto isso tudo for bom, enquanto a conversa não ganhar tons de seriedade.

Não sabemos a hora de parar de brincar com um coração. Na maioria das vezes devastamos.

Há um equilíbrio?

Talvez.

Precisamos de mais progesterona no nosso ser.

Uma pitada apenas para nos dar a capacidade de visualizar além do óbvio.

Óbvio? Leia-se aquilo que a testosterona permite que vejamos.

Embora elas saibam e propaguem que somos todos iguais, continuarão buscando mais do que duas ou três semanas, as vezes um mês, com sorte dois ou três trintídios de felicidade plena.

Fora o plágio à autora do blog, com os merecidos grifos, temos medo de macular a imagem de durão, do bronco porque no fundo somos frágeis feito elas...

Nós vivemos de amor, às vezes morremos também.

A.F. – Menino - 34 anos – Santos



NOTA DA DANI:

Conforme prometido... Sábado é dia de menino!!!

Esse é o nosso primeiro ‘post’ carregado de testosterona!.
O que dizer?
Interessou-me muito ler.
Eu tinha algumas impressões que bateram com o que ele escreveu.
Faz sentindo e se o nosso olhar fosse ‘reto’ veríamos com nitidez...

Mas meu olhar não é ‘reto’... É em ‘espiral’ e as imagens que tenho diante dos meus olhos ganham ondulações e curvas... E tudo isso deixa de ser claro.  

Depois de receber por e-mail o texto do meu colaborador, procurei-o pessoalmente, vestindo minha 'cara de desolada',  para perguntar se ele estava falando sério.
A resposta dele foi mais branda... Piedade de mim talvez. (Minha semana foi difícil e isso esteve estampado no meu rosto todos esses dias ).
 
Agradeço ao colaborador: Pela piedade, pelo texto e por esse outro olhar.

Sábado que vem tem mais testosterona.

Será que eu aprendo?