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sábado, 21 de dezembro de 2013

Nós meninos e as meninas



"Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente"


 
Notória é a sagacidade que temos para conquistar as mulheres. Isso é exagerado, sem exagero nenhum.

Nosso melhor está ali naquelas duas ou três semanas, as vezes um mês, com sorte dois ou três trintídios.

Tudo depende da velocidade com que as coisas acontecem. Nosso limite é o céu e este é permeado pelos anseios femininos.

Embora sejamos carnais, detestamos mulheres carnais. Ainda que inconsciente, nos esforçamos ao grau máximo para vê-las caidinhas e apaixonadas.

Somos capazes de dizer que amamos, sem amar, se isso for garantir um algo a mais.

Adoramos amolecer corações enrijecidos, as vezes combalidos pela falta de sorte, muitas vezes decepcionados. Mas o que fazemos depois?

Perdemos aquele 'melhor' citado lá no começo. Nossas palavras escasseiam, a inspiração se vai e nos transformamos em criatura similar a que enrijeceu ou decepcionou o mesmo coração.  

Os modernos celulares virarão armas, raros torpedos serão a solução pois mantém a distância para quem antes fazíamos questão de não desperdiçar um segundo, um olhar ou uma palavra.

A voz, o timbre e a entonação, não são mais essenciais.

Temos um principio básico: “haja o que hajar” tentaremos sair por cima. Somos capazes de inverter o jogo. E aquela culpa que não queremos por ter conquistado e “usado” outrem, não hesitaremos em transferir para o lado rosa da questão.

Com todo o perdão do trocadilho, inventamos problemas e criamos cenários desfavoráveis para nos favorecer.

Mas por que não simplificar?

"Não é a vida como está, e sim as coisas como são".
 
As mulheres, na maioria das vezes, não buscam o simples, elas querem de fato se relacionar. Querem algo mais do que simplesmente cama, do sorriso fácil entre lençóis, do beijo molhado e da piada boba e despretensiosa após o ápice sexual.

Nós entramos no jogo e vamos nos enrolando... e enrolando.

Vendemos a ilusão de tudo isso, criamos o estereótipo de eternos amantes enquanto isso tudo for bom, enquanto a conversa não ganhar tons de seriedade.

Não sabemos a hora de parar de brincar com um coração. Na maioria das vezes devastamos.

Há um equilíbrio?

Talvez.

Precisamos de mais progesterona no nosso ser.

Uma pitada apenas para nos dar a capacidade de visualizar além do óbvio.

Óbvio? Leia-se aquilo que a testosterona permite que vejamos.

Embora elas saibam e propaguem que somos todos iguais, continuarão buscando mais do que duas ou três semanas, as vezes um mês, com sorte dois ou três trintídios de felicidade plena.

Fora o plágio à autora do blog, com os merecidos grifos, temos medo de macular a imagem de durão, do bronco porque no fundo somos frágeis feito elas...

Nós vivemos de amor, às vezes morremos também.

A.F. – Menino - 34 anos – Santos



NOTA DA DANI:

Conforme prometido... Sábado é dia de menino!!!

Esse é o nosso primeiro ‘post’ carregado de testosterona!.
O que dizer?
Interessou-me muito ler.
Eu tinha algumas impressões que bateram com o que ele escreveu.
Faz sentindo e se o nosso olhar fosse ‘reto’ veríamos com nitidez...

Mas meu olhar não é ‘reto’... É em ‘espiral’ e as imagens que tenho diante dos meus olhos ganham ondulações e curvas... E tudo isso deixa de ser claro.  

Depois de receber por e-mail o texto do meu colaborador, procurei-o pessoalmente, vestindo minha 'cara de desolada',  para perguntar se ele estava falando sério.
A resposta dele foi mais branda... Piedade de mim talvez. (Minha semana foi difícil e isso esteve estampado no meu rosto todos esses dias ).
 
Agradeço ao colaborador: Pela piedade, pelo texto e por esse outro olhar.

Sábado que vem tem mais testosterona.

Será que eu aprendo?

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